Economia Mundial no Cenário Atual





Pode-se afirmar que, a Economia no ano de 2022 passa por diversos desafios. A recuperação do nível de atividade econômica no mundo depois da forte queda na pandemia foi marcada por rupturas nas cadeias produtivas, deslocamento da demanda de serviços para bens e por desequilíbrios no mercado de trabalho. Posteriormente, em um período que o mundo passava pela retomada das atividades, nos deparamos conflitos armados entre Ucrânica e Rússia. Assim, podemos observar que não é apenas o Brasil que passa por dificuldades. Se analisado de forma corretamente, não há sequer um país que tenha escapado das adversidades enfrentadas neste ano. A atual conjuntura se assemelha à dos anos 1970 em três aspectos principais: turbulências persistentes do lado da oferta que alimentam a inflação, precedidas de um período prolongado de política monetária altamente acomodatícia nas principais economias mundiais, expectativa de enfraquecimento no crescimento e vulnerabilidades que os mercados maiores e as economias que ainda estão em desenvolvimento enfrentam com relação a políticas monetárias restritivas que serão necessárias para controlar a inflação neste primeiro momento. Em paralelo aos danos causados pela pandemia de Covid-19, a invasão russa na Ucrânia aumentou a desaceleração da economia global, que está ingressando em um período potencialmente prolongado de crescimento fraco e inflação elevada, de acordo com o mais recente relatório do Banco Mundial, Perspectivas Econômicas Globais. Isso eleva o risco de estagflação, com possíveis consequências prejudiciais tanto para as economias de média como de baixa renda. O crescimento global tem previsão de queda de 5,7 por cento em 2021 para 2,9 por cento em 2022— o que é significativamente mais baixo que os 4,1 porcento antecipados em janeiro. Esse ritmo deve perdurar até 2023-24, já que os conflitos causados, interferem nas atividades, nos investimentos e no comércio no curto prazo, a demanda reprimida desaparece e a acomodação da política fiscal e monetária é suspensa. Em decorrência dos danos causados pela pandemia e pela guerra, o nível de renda per capita nas economias em desenvolvimento este ano ficará aproximadamente 5 por cento abaixo das tendências pré-pandêmicas. “A guerra na Ucrânia, os períodos de confinamento na China, as interrupções na cadeia de abastecimento e o risco de estagflação estão prejudicando o crescimento. Para muitos países, será difícil evitar a recessão,” declarou David Malpass, Presidente do Grupo Banco Mundial. “Os mercados têm expectativas, por isso é urgente incentivar a produção e evitar as restrições comerciais. Mudanças nas políticas fiscais, monetárias, climáticas e da dívida são necessárias para compensar a má distribuição de recursos e a desigualdade.” A elevação da inflação em 2021 foi um fenômeno bem disseminado: Estados Unidos, Zona do Euro, países da América Latina e do Leste Europeu são alguns exemplos. Os preços das commodities, que subiram bastante em 2020 e 2021, continuaram, de maneira geral, em trajetória de alta em 2022. É possível observar a Economia de alguns países, como a da Argentina, nossos vizinhos em um acumulado de 12 meses, registraram uma inflação de 60,7%. Se compararmos ainda, com os Estados Unidos, a inflação que bate 8,6% é a maior desde 1981. O Reino Unido, atinge a marca de 9%. Ou seja, é importante frisar que não é apenas no território brasileiro que os preços estão altos. Houve um aumento significativo em todo o resto do mundo, mostrando que diversos países, com economias diferentes, sofreram prejuízos significativos. Os setores da economia são segmentos em que se dividem as atividades econômicas e produtivas da sociedade. A divisão se dá entre os setores: primário, que diz respeito à agricultura, à pecuária e ao extrativismo; secundário, que corresponde à indústria e terciário, que agrega os serviços, formais ou informais, prestados nas mais diversas áreas, e também as atividades comerciais. Em resumo, a alta global no preço de todos os setores das commodities, trazem impactos severos na economia, e no bolso da população mundial. Portanto, diversos setores econômicos mundiais que são necessários para a subsistência humana, registraram aumentos significativos, e isso deve ser levado em consideração. O cenário atual é desafiador, e delicado ainda mais se observado pelas classes sociais mais baixas. Para que isso seja controlado, são necessárias algumas atitudes dos Chefes de Estado, Então, para controlar a inflação, o governo precisa reduzir a necessidade de se financiar com emissão de moeda. Além disso, os decisores políticos devem abster-se de políticas distorcivas, tais como subsídios e proibição de exportações, que poderiam piorar o aumento recente nos preços das commodities. Para combater o cenário de inflação elevada, crescimento mais fraco, condições financeiras restritivas e espaço limitado para a política fiscal, os governos deverão repriorizar os gastos, visando alívio para as populações vulneráveis. Para isso, precisa ajustar suas finanças, cortando gastos e/ou aumentando impostos, num processo permanente. Todas essas ações a serem realizadas são importantes, para ajustar os aumentos que estamos sofrendo há um ano. Assim, não podemos criticar apenas um governo ou um país. É de suma importância que seja analisado como um todo o cenário atual e todos os países, para não sermos injustos e se esquivar da realidade no mundo inteiro, e acabar julgando apenas o que está acontecendo no Brasil

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