A violência doméstica começa muito antes de uma agressão!


Basta olhar para o passado e para o presente, para conseguir observar que a violência doméstica é um assunto muito sério e que precisa minuciosamente ser tratado com o devido respeito e autoridade que merece. Embora o panorama atual seja melhor do que era encontrado no século passado, em questões de informações para a população, os números de casos ainda são estrondosos. Antecedendo esses ataques físicos ou psicológicos, é possível perceber ações que antecipam o que está por vir, ações muito antes do parceiro, entregam o sinal de uma iminente agressão, antes que ela aconteça de fato. Será então que a violência doméstica começa apenas com a primeira agressão, ou muito antes é possível perceber? Em tempos passados, era levado com muita intensidade um dito popular catastrófico e que repudiamos totalmente que dizia: ‘’Em briga de marido e mulher, não se mete a colher’’. Essa frase, sem dúvida alguma causa transtorno e medo nas mulheres, e de certa forma, acaba intimidando e por muitas vezes impede a vítima para que faça a tão importante denúncia nas autoridades policiais. No Brasil, em 2020, cerca de 17 milhões de mulheres sofreram violência, física, psicológica ou sexual, representando mais de 10% da população feminina que habita no nosso país. São dados de suma importância e que nos mostram o quão importante é falar sobre isso. Seja por falta de estrutura emocional e existência de uma dependência emocional em relação ao parceiro, medo imposto pelo companheiro, receio de denunciar e ser julgada por pessoas machistas, entre outros motivos, ainda deixam muitos casos em ‘’off’’. E, para que fique bem claro, violência doméstica é crime e está previsto no Art 5º da Lei Maria da Penha: ‘’Para os efeitos desta Lei, configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial’’. Comportamentos agressivos, ameaças, xingamentos, acusações mentirosas, fazem parte de um contexto que antecede a agressão de fato, e devem ser observados, sendo tratados como bandeira vermelha para que se ligue um alerta e não se transforme em algo pior. Quanto mais tarde perceber, mais difícil é para sair, por todo abuso, chantagem, medo, e diversos fatores que atrapalham. Mas, se acontecer o crime, é imprescindível que ocorra a denúncia, para que cada vez mais seja incriminado e assim, não acontecer com a mulher que pode ser a próxima e está do seu lado. É possível também solicitar medida de distanciamento contra o agressor, que fixa em 500 metros de distância o limite mínimo que deve ser mantido como proteção. Além disso, procurar ajuda de um profissional para realizar terapia após ter denunciado é fundamental para a reorganização da vida da mulher, para que consiga sair muitas vezes da dependência emocional e dos traumas sofridos. Portanto, é necessário que cada vez mais para tratar desse assunto tão delicado, ocorra o apoio governamental com campanhas de prevenção e conhecimento, além das mídias sociais, que são tão importantes nos dias atuais como fonte de informação. Denuncie. Se visualizar agressão, abuso físico ou psicológico não deixe para depois, a pessoa que está sofrendo pode estar intimidada e não conseguindo ir atrás das autoridades. A prevenção é de suma importância para que mais pessoas visualizem o que está se formando antes mesmo de acontecer. Para você que está lendo isso, não esqueça de observar as bandeiras vermelhas, os sinais que demonstram uma possível agressão, não tenha medo. A agressão começa muito antes de consumar o fato, começa em uma chantagem, em xingamentos, mentiras, e quanto mais rápido você perceber isso, será melhor para o seu bem. Todos os dias, milhares de mulheres passam por isso no Brasil e diversos casos são impunes. Compartilhe a informação com quem não sabe, é necessário para um país melhor e estes crimes serem reprimidos.

35 visualizações

Posts recentes

Ver tudo